quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Programação Cultural do Terraço de Olinda

Terraço de Olinda
29 19h
Com: Atroça, Café Plural, entre outras bandas de Camaragibe. Participação e apoio da Banda olindense Disco de Vitrola.
Projeto Cadeiras na Calçada
30 20h
Música Autoral Pernambucana com o apoio da Banda de Jaboatão, Som de Cactus.


Rua 7 de Setembro, 109, Carmo
3429 7751

terça-feira, 27 de setembro de 2011

// Psiq + Gabi Fonseca //




O Bonde comemora 20 anos de criação

Hoje o Bloco Carnavalesco Lírico O Bonde comemora 20 anos de criação. Para homenagear a agremiação, que também é Ponto de Cultura, o Vereador Aerto Luna entregará no dia 29 de setembro a maior comenda da Câmara Municipal do Recife ao presidente do bloco Cid Cavalcanti. Na ocasião, será lançado pelos Correios, o selo comemorativo dos 20 anos do Bloco O Bonde.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

11º Festival Pernambuco em Dança.



Informação da assessoria de comunicação 
Até o dia 2
Gratuito

 O evento que tem como objetivo promover, valorizar, estimular e divulgar todos os segmentos da dança do estado de Pernambuco irá reunir diversos estilos de dança. As apresentações irão acontecer na quadra do Colégio Jordão Emerenciano, na UR-2, Ibura,  na quadra Poliesportiva do Alto José Bonifácio e no Teatro do Nascedouro de Peixinhos.

Este ano o festival homenageia a bailarina e produtora, Cecília Brennand, como também o espetáculo Lua Cambará, que é de sua autoria. Com o Diploma Construtores da Dança em Pernambuco será homenageada a bailarina sergipana, Lú Spinelli, pelos seus 40 anos dedicados ao ensino da dança contemporânea na Região Nordeste, além da homenagem aos 14 anos do Grupo Magê Molê. O Studio de Danças, o Ballet Maysa, o Ária Ballet e o Ballet Gonzalez serão homenageados pela dedicação e valorização da formação de novos bailarinos em Pernambuco.

Outros homenageados são: Paula Azevedo, que, durante cinco anos, participou da coordenação artística do Pernambuco em Dança; assim como a CRIART Cia de Dança, que praticamente surgiu e se divulgou para o mundo no evento. A homenagem se estende ao Grupo Matulão, que surgiu da Quadrilha Junina Raio de Sol, na comunidade de Águas Compridas e que, atualmente, já circula nos principais festivais de dança do Brasil.

Confira a programação:

terça-feira, 20 de setembro de 2011

NOVA EXPOSIÇÃO

Gê Domingues Volta aos Palcos Lançando CD Um Blues pra se Cantar

Teatro Arraial 
22 20h
Gratuito
O sempre perfomático e teatral cantor Gê Domingues volta aos palcos para lançar o seu primeiro CD que ressalta o seu talento ao interpretar blues, recheando a cena com um bom gingado jazzístico. O Teatro Arraial abre suas portas e um show bluseiro revelará composições de Marco Polo, Chico Naziazeno, Nilton Júnior, Karoba Nunes, Moisés Neto e várias parcerias do artista com Rosário Barreto.
Com 20 anos de carreira e sempre freqüentando à noite recifense com shows performáticos, principalmente em eventos alternativos, Gê é uma mistura de cantor, ator, estilista, maquiador, o que o faz criar inúmeros personagens a cada espetáculo que lança. 

Rua da Aurora, Boa Vista

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Música para ouvir

 
Brincando de Coisa Séria
Este é o terceiro e mais recente trabalho do Cascabulho. O disco traz em suas 13 faixas uma sonoridade mais urbana com guitarras, bateria, baixo, sem deixar de lado os elementos da música de raiz do Estado. Com texto de apresentação de Tom Zé, o CD conta com as participações de Zeca Baleiro, do guitarrista Junior Tostoi, do flautista, saxofonista e pifeiro Carlos Malta e do poeta Antônio Marinho declamando na abertura do disco um poema de autoria de Bráulio Tavares

Entre Versos e Rimas
myspace.com/raciociniosuburbano / 8884 / 2828 / 9260 2991
O grupo de rap Raciocínio Suburbano lança seu primeiro álbum com 10 faixas expressivas, entre elas Recife Selva Grande, Mano é Mano e Bons Tempos onde elas relatam a história viva e o cotidiano da terra natal dos componentes – Moreno – tendo como grandes influências: Bezerra da Silva, Reginaldo Rossi, Chico Science, Thaide, DJ Hum, entre outros. A banda é formada por Rap N, DJ Paulo V e Afro B. Com participações de DJ Beto, Leo do Cavaco e Dias Soul.

Ferrugem
myspace.com/mestreferrugem / sambadacom@gmail.com
Comemorando 40 anos de música, Ferrugem apresenta neste segundo CD, composto por 11 faixas, uma sonoridade envolvente e criativa, capaz de unir samba, xote, coco e baião. De forma contemporânea, aproxima gerações da música de Pernambuco, provocando interações e parcerias artísticas. Um caminho musical que reascende o cantor, compositor e intérprete olindense, influenciado pela africanidade e boemia brasileira.

Greve Granada
myspace.com/psiquepunkhardcorepe/ 8834 3964 / 8888 8562
O EP da banda Psique que está na cena da música alternativa desde 1999 contém 5 faixas e procura expressar através do punk rock realidades do cotidiano, sejam elas sociais, políticas ou pessoais. O grupo incentiva e apoia movimentos de manifestações culturais, esportivas e de preservação do meio ambiente. A banda é formada por Luciano (bateria), Nino Mago (baixo e back vocal), Nino Gordo (guitarras e back vocal), Willian (guitarras) e Rafael (voz e back vocal).

Orquestra Contemporânea de Olinda
myspace.com/orquestracontemporaneadeolinda
Entre grooves latinos, afro beats e ritmos pernambucanos, a Orquestra Contemporânea de Olinda constrói uma identidade própria, concisa, bem definida nas 11 faixas do CD. Mérito compartilhado por um elenco de dez músicos com diferentes origens e a mesma intenção de fazer uma música nova, em todos os sentidos. Desde releituras de clássicos em ambientes vanguardistas até a doçura de linhas melódicas primorosas, pontuadas por arranjos de uma orquestra de sopro.

Rap com a Cara do Nordeste
relatoconsciente@ig.com.br / 8645 1475 / 9968 4098
O grupo Relato Consciente traz em seu CD 15 faixas com batidas e “pegadas” do rap. A banda faz um som nordestino que resgata as raízes da cultura musical do Estado, adotando um estilo diferente e próprio, intitulado RAP com a Cara do Nordeste. O grupo é formado por Jailson, Paulo e Vinho (Vocais), Doideira (Percussão) e Beto (Dj), destaque para a música Ator Principal que está incluída no CD Caldeirão Hip Hop Nacional lançada pela Som Livre.

Casa do Carnaval promove curso de Técnica Vocal para coralistas dos Blocos Líricos e Pastoris Religiosos

No próximo dia 20 de setembro, a Casa do Carnaval irá realizar as inscrições para o curso de Técnica Vocal direcionado para coralistas dos blocos líricos e pastoris religiosos.
A idéia consiste em reunir representantes desses dois segmentos culturais para trabalhar, tecnicamente, o uso da voz (dicção, dinâmica, fraseado etc.), a partir de canções natalinas, jornadas de pastoril e frevo de bloco. O resultado do trabalho será apresentado ao público nas sacadas e extensões do Pátio de São Pedro, como parte da programação do ciclo natalino do Recife. 
A atividade acontecerá durante os meses de outubro, novembro e dezembro (até o dia 12/12), sendo às segundas-feiras, à noite, reservadas para os representantes dos blocos e às sextas-feiras, à tarde, para os pastoris.
As aulas serão ministradas por especialistas da área de música e professores do Conservatório Pernambucano de Música, sendo eles: o maestro Edson Rodrigues, a professora de técnica vocal Elizete Galvão e o professor de piano Geraldo Vital.
Para se inscrever, cada pastoril ou bloco deverá indicar três pessoas, as quais deverão ter disponibilidade de tempo e afinidade com o trabalho.

Período de inscrição: 20 a 27 de setembro de 2011
Início das aulas: 03/10 para os blocos e 7/10 para os pastoris.
Informações: 3355-3303 | 3355-3302
Local: Casa do Carnaval

Agenda sugere e você lê!



Os três porquinhos
O livro conta a clássica história dos três porquinhos que decidem construir uma casa para morar. No meio dessa empreitada, eles se deparam com vários obstáculos e pensam em desistir e sair da enrascada em que se meteram. Mas, com o passar do tempo, eles descobrem que os problemas são superados à medida que vão sedimentando a união e a amizade entre eles. O livro, com ilustrações de Elisabeth Teixeira e de autoria de Telma Guimarães, faz parte da coleção BiClássicos infantil da Editora do Brasil, que reconta os clássicos adaptados para os pequenos leitores, com versões em português e em inglês.Com 29 páginas o livro custa R$23,60.



A utopia provinciana: Recife, cinema e melancolia

O livro do autor Paulo Carneiro da Cunha Filho faz um resgate histórico buscando documentar a evolução do processo tecnológico e dos meios de comunicação, como a fotografia e o cinema. É possível encontrarmos na narrativa memórias da cidade recifense contada através de recortes dos antigos jornais e das imagens, capazes de seduzir o leitor. Toda essa intensidade mostra o fervor da modernidade e as suas causas refletidas na sociedade. A obra é editada pela Editora Universitária. Custa R$ 30 e contém 226 páginas.



Pra lá e pra cá
A obra é de autoria dos arquitetos Fernando de Almeida, Mariana Zanetti e Renata Bueno e foi publicada pela Editora do Brasil (que lançou a coleção Recortando histórias). A fábula narra o dia a dia do gato Tonico e suas peripécias para a garotada. Para isso, os autores fizeram uso com muita habilidade de recursos com cores, números e as vogais. As ilustrações foram feitas com papéis recortados valorizando a relação entre o texto e a imagem, o que permite que a criança estimule a atenção no momento da leitura. O livro contém 23 páginas. R$ 20,90.


Reinações da literatura infantil e juvenil
A obra reúne ensaios sobre temas abordados no Encontro de Literatura Infantil e Juvenil, cujo projeto foi idealizado por alunos do curso de graduação de Letras da Universidade Federal de Pernambuco. O resultado desse Encontro foi a publicação desse livro, organizado por Aldo de Lima, coordenador do evento, e que traz análises a respeito da construção lúdica no universo infantil de obras de autores consagrados como Monteiro Lobato e Clarice Lispector. Editado pela Editora Universitária, o exemplar tem 312 páginas. R$40 


Museu das Crianças: a experiência piloto no Brasil 
Nesta publicação, a autora Vera Lúcia Chacon Valença relata as suas vivências nos museus para criança da Europa, América do Norte e da América do Sul. Sua pesquisa etnográfica ajudou a autora para uma comparação mais aproximada com a realidade museológica do Brasil. Essa inquietação levou a autora a trabalhar com crianças catarinenses, implantando uma experiência piloto de um museu da criança na cidade de Pomerode, em Santa Catarina. O livro é editado pela Editora Universitária e possui 148 páginas. R$20  



Das igrejas ao cemitério: políticas públicas sobre a morte no Recife do século XlX
No livro da autora Vanessa de Castro, encontramos um detalhado estudo da história dos cemitérios do Recife e seus mortos, sejam eles ricos, pobres, brancos ou negros. Além desse panorama regional há também o projeto técnico do cemitério público e também fotografias que detalham as catacumbas e as urnas funerárias. A autora faz um resgate histórico buscando documentos publicados em jornais locais, como o Diario de Pernambuco, para legitimar a publicação. A obra é editada pela Fundação de Cultura Cidade do Recife e possui 311 páginas. R$15.


A pré-revolução brasileira
A obra do economista Celso Furtado faz parte da coleção nordestina, que tem o objetivo de publicar ou republicar obras que representem a produção intelectual do Norte e Nordeste em diversas áreas, como literatura, ciências social e antropologia. Essa obra foi publicada originalmente em 1962 e traz agora em sua essência reflexões sobre a pré-revolução brasileira com foco em projetos ambiciosos elaborados pelo próprio autor, como, por exemplo, a reestruturação da base produtiva do Nordeste sendo concretizada e cujo projeto fora baseado num relatório enviado ao Presidente da República na época. Editada pela Editora Universitária o exemplar tem 132 páginas. R$20


Fotomemória: Projeto de extensão. O CAP Vai à Escola
A obra organizada por Adriana Rosa e Roseane Soares Almeida tem a finalidade de divulgar a experiência adquirida no projeto O CAp Vai à Escola” por intermédio das fotografias feitas no período das ações. As imagens assumem um papel relevante porque potencializam os sentidos e os significados daquilo que foi vivido. Os registros encontrados nesse exemplar foram referentes aos projetos realizados do período de 2006 a 2008. Editado pela Editora Universitária, o livro custa R$15. 70 páginas.

A arte brasileira
O livro faz parte da coleção Estudos da Cultura que visa estabelecer um encontro entre estudiosos e sociedade. Para abordar o tema arte brasileira sob as mais diversas perspectivas, foram convidados pela diretoria da Fundação Joaquim Nabuco nomes como: Paulo Soares, Valéria Veras, Raquel Borges, Laura Sousa, Fabrícia Jordão, Vinicius Lobo e Simone Jubert. Editado pela Editora Massangana, o livro possui 191 páginas. R$ 10.



Por Raquel Freitas
Arnia Escobar
“Como vocês são jovens. Eu adoro estar no meio dos jovens”. Foi essa a primeira afirmação que a Dona Arnia Escobar fez ao nos ver. É dessa forma que ela leva a vida desde que fundou a Escola de Circo Arrecirco (Arraial Intercultural de Circo do Recife), localizada atualmente na cidade Universitária, convivendo com jovens, crescendo com as relações mais simples e obtendo em troca algo inestimável: o sorriso. Foi rabiscando um papel em branco, nem tão branco assim, que ela falou dos momentos que mais a emocionam e da sua contribuição como fomentadora do circo através da educação. “O circo tem um valor cultural e educativo enorme”, afirma.
Para ela, o circo não é tratado como uma escola no Brasil, mais sim como um local para diversão. Essa forma de enxergar o circo a deixa triste, pois a falta dessa visão cênica é capaz de surtir o efeito contrário da socialização que ele permite proporcionar. Sendo assim, os olhares da Madre viajam o mundo inteiro na tentativa de trazer para o seu país a melhor maneira de empregar os estudos relacionados à arte circense. “Fui ao Japão e me encantei com o circo de lá”, relembra. Na tentativa de realizar recursos semelhante aos de outros países, ela permeia o universo dos estudos a partir da quebra das fronteiras. “Os holandeses, por exemplo, têm uma preocupação imensa com o circo, eu fiquei encantada com a escola deles”, ressalta.
É com olhar visionário e ao mesmo tempo sereno que o circo é encarado por essa mulher das artes, sendo visto também como uma atividade capaz de arrancar do espectador um sorriso único.
Esse trabalho de mudar a vida de alguns jovens começou quando a educadora dirigiu o Cecosne, onde na época era desenvolvido um trabalho no circo Oioioi, o qual ela qualifica como muito infantil. “Luiz Maurício Cavalheira deu toda a orientação para quem iria instruir”, afirma com o ar cheio de elogios ao integrante que ajudou os principiantes a ter formação circense. Toda essa contribuição serviu para formar os futuros monitores. “Os monitores de hoje foram alunos daquela época”, explica.
Mas mesmo com toda essa diferença do nosso país em relação aos outros, ela acredita que os Estados brasileiros estão galgando uma melhor forma de se fazer e de se praticar a arte do circo. Há quem pense que circo é somente uma forma de atuação corporal. Não. O circo é muito mais que isso, é necessário fazer um estudo biológico para que os resultados sejam satisfatórios, sendo a alegria o estado pleno dessa recompensa.
Além de dar apoio às crianças da rede municipal, Arnia pretende estender essa filosofia também para escolas particulares. Afinal, essa maneira de agregar às estruturas da Escola todos aqueles que gostam de circo é um sonho da Madre, uma religiosa que não usa mais o hábito e que tenta transformar o picadeiro em um ambiente plural. 

Não perca!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011


Monteiro


Texto Raquel Freitas 
Fotos Joás Benedito
Sem nos darmos conta, o bairro do Monteiro nasce tímido entre a profusão necessária da cidade grande. Erguido pela força dos exuberantes e modernos prédios, o bairro que é elo entre o Poço da Panela e Apipucos, resiste às estruturas do passado para que a história não seja apagada da nossa memória. Basta entrarmos em contato com arquitetura provinciana das antigas mansões para entendermos que a convivência diária entre os vizinhos construíam sem pretensão a história do pequeno bairro que por vezes é confundido com os bairros mais próximos.
Situado à beira do Rio Capibaribe, o bairro foi considerado no século XlX um lugar de veraneio. Com a chegada da estação mais quente do ano, as famílias mais tradicionais iam ao bairro em busca de um local onde se pudesse rir e festejar. Com a família do ex-governador Caetano Pinto de Miranda Montenegro não foi diferente, o clima agradável e a arborização o levaram a comprar uma casa nesse logradouro. O bairro inspirou o escritor pernambucano Carneiro Vilela a escrever seu romance A emparedada da Rua Nova, que contém trechos relatando o início do povoamento de forma bem vívida. Mesmo com o passar do tempo, o Monteiro continua sendo palco de grandes momentos de inspiração. Moradora do bairro desde os anos de 1950, a cineasta Kátia Mesel estreou em 1997 o documentário Recife de fora pra dentro, inspirado na obra de Gilberto Freyre e ambientado às margens do Rio Capibaribe.
Localizado na Zona Norte da cidade, o bairro do Monteiro dá as boas-vindas ainda na Avenida Dezessete de Agosto quando a Praça Silva Jardim, mais conhecida pelos moradores como Praça do Monteiro, surge como um recanto para as crianças brincarem no fim de tarde. “Antigamente nesta Praça tinha três carolinas, eu e meus amigos ficávamos brincando dentro das árvores”, afirma a nossa guia Kátia Mesel. Em frente a esse “miniparque”, encontramos uma escola pública de referência que recebe o nome oficial da Praça, Escola Silva Jardim.

Habituada ao bairro desde a infância, Kátia “defende” das grandes construtoras parte do patrimônio da família. “Lutei para que a mansão permanecesse no mesmo lugar”, afirma. Em frente ao prédio onde mora, localizado na Rua de Apipucos, um casarão registrado com o nome da família – Martins Mesel – guarda em suas estruturas momentos de uma época que resistem ao tempo. Caminhando pelas ruas do bairro, ou melhor, percorrendo o trajeto de carro, pois nesse dia a chuva não deu trégua, percebemos que outras residências continuam inertes às grandes construções civis erguidas no seu entorno. Ainda na Praça do Monteiro, uma residência chama nossa atenção, de cor alaranjada e imperiosa, a antiga casa do ex-governador Cid Sampaio é porta de entrada de um belo endereço residencial.
Parada ainda na Praça, Kátia lembra seu primeiro contato com os movimentos culturais. “Em frente à minha casa tinha a venda do Seu Antônio, ele organizava festas em datas comemorativas e trazia atrações como pastoril, caboclinho e mamulengo. Era aqui que começavam as nossas relações com os vizinhos”, relembra.
Saindo da Praça indo em direção à Rua Pinto de Campos, nós nos defrontamos com a Rua Tapacurá. Em busca de uma atração gastronômica, encontramos um bar com uma proposta diferenciada do mercado atual. Na entrada, latas de refrigerantes enfeitam o ambiente reafirmando o posicionamento do bar e restaurante Capibar. “Somos um ponto de referência muito forte para a comunidade, trabalhamos em um espaço que tem a finalidade de alertar as pessoas, além de fazermos parcerias com as escolas municipais. Trazemos as crianças para cá com o intuito de chamar a atenção para a questão da poluição do Rio Capibaribe”. Afirma uma das fundadoras do projeto Recapibaribe e dona do bar Socorro Catanhede.

Localizado à beira do Rio, o bar cria um círculo de resistência às empreitadas audaciosas e atiça a comunidade para a preservação do Capibaribe. “Incentivamos a galera a trazer o seu próprio copo e as bebidas são oferecidas em garrafas retornáveis”, enfatiza Socorro.
Saindo do Capibar, vamos em direção aos extintos Cine Diacuí e padaria Monteiro. No sentido da Avenida Dezessete de Agosto, entramos novamente pela Rua Pinto de Campos, saindo no antigo itinerário: Praça do Monteiro. Mais à frente, sentido Estrada do Arraial, entramos numa rua que se assemelhava a uma ladeira, chamada Rua Doutor Eurico Chaves. É lá que atualmente a extinta padaria dá espaço para o lava a jato. “Vínhamos comprar pães bem quentinhos para depois irmos ao cinema”, conta Kátia a respeito das peripécias que ela e os irmãos aprontavam. Depois da padaria, encontramos um cruzamento que acesso a outros bairros, como o Alto Santa Izabel pela Rua Santa Izabel, e o Apipucos pela Rua Tramandaí.
Ainda no cruzamento, encontramos em vez do cinema do bairro uma quitanda fornecendo alimentos para a comunidade. “Meus pais não deixavam a gente frequentar este cinema, porque eles passavam filmes de violência, aqueles de bangue-bangue...”, explica Kátia, referindo-se às aventuras das sessões proibidas.
Com a chuva já cessada constatamos que o bairro do Monteiro já não possui bondes atravessando a cidade, muito menos vemos as senhoras encostadas nas portas conversando sobre a vida alheia. Agora a paisagem, apesar de conter os mesmos elementos da época, distancia-se das casas de verão e se aproxima das cenas corriqueiras vividas pelos moradores das grandes metrópoles.

José Manoel Sobrinho


As artes cênicas desde sempre atraem as pessoas com sua magia de interpretar, improvisar e decalcar mundos e situações que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia, assim como passam os que de alguma forma contribuem para que ela seja realizada, os que estão Por trás das Cortinas. Desde que percebeu que no teatro poderia problematizar as coisas da vida e do mundo, o coordenador de cultura do Serviço Social do Comércio (SESC), José Manoel Sobrinho, traça uma carreira de sonhos e conquistas onde ministrou, montou e realizou vários cursos e peças de teatro que circularam por todo o Estado. Hoje sua paixão e dedicação pela arte e o trabalho ficam expressas nos desafios de coordenar um grupo de 84 profissionais de artes e acompanhar as reformas dos teatros em alguns Estados.

ARTES VISUAIS

Semana de Videoarte 2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Uma rede de cultura espalhada por Pernambuco

Por: Anax Botelho e Erika Fraga | Fotos: Anax Botelho e Divulgação



Palhaços – O reverso do espelho


Teatro Barreto Júnior
Sex 20h
R$ 20 e R$ 10
No enredo, durante o intervalo entre duas sessões de um circo decadente, um espectador, fã do artista em cena, vai conhecê-lo no camarim. A partir daí, um tenso jogo sobre afetividades e existência humana e sobre quem é verdadeiramente “palhaço na vida” ou a real função do artista do mundo tem início. No elenco, Williams Sant’Anna (o Artista) e Sóstenes Vidal (o Visitante). A montagem conta ainda com imagens em vídeo, vistas aqui como projeções mentais das personagens, criações do videasta Hélio Rodrigues. A produção recebeu incentivo do Prêmio de Fomento às Artes Cênicas da Prefeitura do Recife e apoio do Sesc Pernambuco. Texto: Timochenco Wehbi | Direção: Célio Pontes.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

MIMO ATÉ DOMINGO

A grande atração, Gotan Project
QUINTA, 8/09
Concertos

18h - Duo Milewski |Convento de São Francisco (Olinda)
18h30 - Arrigo Barnabé | Igreja N. S. do Rosário dos Homens Pretos (Recife)
19h - Azymuth| Seminário de Olinda (Olinda)
20h - Orquestra Sinfônica de Barra Mansa. Vantoil de Souza, regente | Basílica de N. S. das Neves (João Pessoa)
20h30 - Arthur Verocai. Part. Especial Clarisse

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A Anunciada aposta no glamour para compor a nova coleção!


Por Erika Fraga | Fotos Divulgação

Literalmente a moda pernambucana está cada vez mais na rota de grandes eventos do país. Porém para chegar a esse patamar foi necessário muito suor e trabalho de vários estilistas, que ao longo dos anos mostraram ao mundo que Pernambuco não é apenas um polo de confecção, mas um celeiro de grandes estilistas, que sabem produzir agregando conceito.

EMERSON SARMENTO

Vindo de uma família de músicos, seu pai, o maestro e violonista Bozé 7 Cordas, sua mãe, a corista Uedja Carme, seus tios autores de frevo, Nuca e Eriberto, e primo de Vinícius Sarmento, Emerson quase que naturalmente teve sua vida atrelada à música e com ela se identificou fazendo dessa arte sua vida. Iniciou as atividades aos 16 anos, na banda de rock Anarquia89 e um ano depois ingressou no Conservatório Pernambucano de Música.

NOVA EXPOSIÇÃO

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Fim de Semana Musical

Programação Cultural do Terraço de Olinda
Terraço de Olinda
3429 7721
08 15 22 e 29 19h
Com: Atroça, Café Plural, entre outras bandas de Camaragibe. Participação e apoio da Banda olindense Disco de Vitrola.
Projeto Cadeiras na Calçada
02 09 16 23 e 30 20h
Música Autoral Pernambucana com o apoio da Banda de Jaboatão, Som de Cactus.
03 10 17 e 24 21h
Com a presença de André Macambira e Convidados.

E O GALO?


Programação Livraria Saraiva


Papos & Ideias filhos e seus limites / lidando com as diversas fases
03 11h
A palestra tem como principal objetivo estabelecer uma relação de entendimento e compreensão dos filhos para ajudá-los a superar e vencer os dilemas de cada uma das fases que se apresentam no seu desenvolvimento pessoal.
Hora da criança Yázigi
03 15h
Apresenta Under the Sea no Espaço KIDS. O Yázigi vai mostrar tudo que se pode encontrar no fundo do mar, de sereia a estrela-do-mar. Com brincadeiras, vídeos, músicas, atividades manuais e muita diversão em inglês.
Hora da criança com o contador de estórias Viramundos no Espaço KIDS
03 16h30
A história, que envolve adivinhas, trava-línguas, cantigas e brincadeiras populares, é inspirada no texto Quando o rato roeu.
1º Encontro do Ciclo de Convivências Literárias
03 15h
O evento conta com a parceria do Grupo PET (Programa de Educação Tutorial) de Letras da UFPE. O tema: Clarice Lispector em A hora da estrela. Numa perspectiva filosófica e ao mesmo tempo simples, o intuito é discutir os caminhos trilhados pela retirante Macabéa personagem de uma das maiores obras da Literatura Brasileira. A ideia é proporcionar o contato do leitor com grandes obras e compartilhar o amor pela literatura.

Livraria Saraiva Mega Store Shopping Recife
Rua Padre Carapuceiro, 777, Boa Viagem
3464 9365 / 7813 5605